O Homem de Aço Está de Volta – E Aqui Está o Que Achamos (Sem Spoilers)
- Leonardo Bezerra

- 16 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de jul. de 2025

Após muita espera lançou o novo filme do Superman que não só tinha a missão de iniciar o novo universo de filmes da DC Studios, mas também tinha o objetivo de revitalizar o primeiro herói da história para o eminente pouco interesse do público médio atual.
O resultado final, como resposta aos pontos arguidos acima, se demonstrou extremamente promissor para o futuro dos filmes de herói, bem como invariavelmente revigorante em face da evidente pretensão que os filmes deste gênero tomaram como medida até então.
Inegável afirmar, desta forma, que Superman foi feito com muito amor e, principalmente, de fã para fã. Tal sentimento se reflete em cada quadro do longa que parece exalar vida em todos os aspectos, bem como nas estimulantes atuações do novo elenco, o qual parece estar extremamente preparado para uma duradoura estadia de interpretações neste novo ciclo que se iniciou - alegoricamente - neste filme.
Assistindo ao filme percebe-se, também, a grande celebração dos homônimos personagens, com a clara autorreferência à todos os arquétipos e características que fazem o fenômeno que são. Sem a preocupação de pegar na mão do público para explicar todos os fatos ocorridos em tela. Tal prática, apesar de tão óbvia para a atual conjuntura, ainda não tinha sido realizada - ao menos com tanta maestria - como nesse filme, o que o torna, em certa medida, um novo marco para o cinema de herói, sem sombra de dúvidas.
Já a narrativa, se fosse apresentada há alguns anos certamente seria desdenhada, contudo a megalomania deste gênero foi tão exacerbada que a simplicidade hoje é motivo de clamor, e, nesse quesito, este filme a faz muito bem. Nada mais do que uma aventura tradicional do herói que, como explicitado no início do longa, já está na estrada há algum tempo, e deve sobrepujar certos dilemas morais enquanto administra sua vida de herói com a de "Clark Kent", concomitantemente com seu recente relacionamento amoroso com "Louis Lane". No entanto, como dito anteriormente, apesar da simplicidade, a escolha de roteiro e enredo é muito acertada conforme a demanda do público e o começo de uma nova saga nos cinemas. Assim, o filme se resolve em si mesmo, mas claro que, como de praxe, deixa algumas pontas soltas para serem resolvidas em filmes futuros.
Por fim, é cabível dizer que os elementos técnicos não deixam nem um pouco a desejar, de tal modo como a assinatura de James Gunn prevê. Efeitos visuais incrivelmente caprichados, figurinos de ponta, lances de câmera extremamente autênticos, trilha sonora empolgante e, acima de tudo, nostálgica por se remeter ao icônico tema de John Willians do primeiro filme do Superman, e uma fotografia quase que celestial - de tirar o fôlego, fazem estampar o sorriso em qualquer um que é minimamente amante deste universo apaixonante das HQs.
Recomendação final: corra agora para as salas de cinema para se emocionar com o novo ciclo - e talvez redenção - dos filmes da DC.
Nota: 80













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