Campanha “Stop Killing Games” pressiona editoras para manter jogos funcionais
- Rodrigo Bezerra
- 2 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de jul. de 2025

O crescimento do mercado digital trouxe inúmeras facilidades para os jogadores, mas também gerou controvérsias — especialmente quando jogos comprados legalmente deixam de funcionar por decisão das próprias distribuidoras. Foi nesse contexto que surgiu o movimento “Stop Killing Games”, com o objetivo de garantir que títulos adquiridos permaneçam funcionais, mesmo após o encerramento de servidores ou suporte oficial.
A principal crítica do movimento é direcionada a casos em que jogos inteiros são desativados após o fim das operações online, impedindo qualquer forma de acesso, mesmo para quem os comprou legalmente. Um dos exemplos mais citados pelos apoiadores foi o de um conhecido jogo de corrida removido totalmente das lojas digitais e tornado injogável, mesmo no modo offline.
Com foco em influenciar políticas públicas, a campanha já ultrapassou 800 mil assinaturas em uma iniciativa legislativa internacional, com o objetivo de alcançar um milhão antes do prazo final. O pedido é por regulamentações que obriguem editoras e desenvolvedoras a garantir alguma forma de funcionalidade futura para os jogos vendidos, seja por meio de servidores alternativos, modos offline ou liberação do código para comunidades manterem o jogo vivo.
Em paralelo, uma petição semelhante já está em análise em outro país, onde o número de apoiadores superou a marca que obriga o parlamento a considerar um debate sobre o tema. Essa movimentação sinaliza uma mudança na percepção pública sobre o que significa “possuir” um jogo digital.
Apesar de algumas críticas por parte de desenvolvedores independentes que temem imposições técnicas inviáveis, os organizadores do movimento esclarecem que não se trata de exigir suporte eterno, mas de garantir que o consumidor tenha acesso duradouro ao que comprou.
A discussão levanta uma questão central no mundo digital: o que acontece quando um produto adquirido digitalmente deixa de funcionar por vontade do fornecedor? A “Stop Killing Games” quer transformar esse problema em uma pauta concreta, defendendo o direito de acesso contínuo a conteúdos pagos — e, ao mesmo tempo, preservando parte da história dos videogames.













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